sexta-feira, março 20, 2009

Vou provocar uma manifestação ...

Vou provocar uma manifestação, 2 greves à sexta-feira e um corte de estrada, ao dizer que este anúncio está muito bem esgalhado.

segunda-feira, março 16, 2009

Dias tristes para a música

Então não sei!?

Só apetece dar uns berros, tentar que o senhor Chris Cornell do outro lado do oceano me ouça e pense: de facto, estou a arruinar a minha carreira e a envergonhar os meus fãs.

Agora juntou-se ao Timbaland, aquele mesmo que faz os álbuns de pessoal de R&B. Nada contra, mas com a mesma fórmula que não funciona como o Skip, há 30 anos com a mesma frescura.

Admito, não fui grande fã de Audioslave e o senhor Chris Cornell já me desilude há uns aninhos. Gostei muito mais do que fez com a banda Eleven, do que alguma vez com os músicos dos Rage. Soundgarden era, para mim, o apogeu do grunge, juntamente com tantas bandas oriundas de Seattle nos 90, mas a minha favorita de todos os tempos. Isto para justificar o estranho sabor que tenho agora na boca, ao ouvir "Part of Me", parte do álbum merdoso de Chris Cornell que, como diz Trent Reznor no Twitter, é daquelas situações em que alguém se envergonha tanto que até nos põe desconfortáveis. Podem ver o vídeo do single aqui, mas não me responsabilizo.

Pensar que o mesmo homem que emprestou o seu ouvido à produção do "Sketches" de Jeff Buckley e que escreveu músicas como "Jesus Christ Pose" esteja agora quebrado ao ponto de se prostituir.

Primeiro o concerto da Pj, agora isto.. preciso de algo doce.

domingo, março 15, 2009

PJ Harvey só para os compinchas

Pois é. Quem queria muito ir ver a senhora, provavelmente tropeçou num dos inúmeros obstáculos à compra do bilhete. Em Janeiro a Casa da Musica não tinha grandes informações a prestar nem reservava bilhetes, na sua simpatia habitual (ao estilo do bar de cima de Serralves).

A 10 de Março, os bilhetes esgotaram em apenas 20min depois da abertura das bilheteiras, às 10h da manhã, o que é no minímo estranho: em 1º lugar porque não estavam 1000 pessoas na fila e em segundo porque 1000 pessoas nunca seriam atendidas tão rapidamente. Nem na casa da musica, nem nas fnacs ou coisa que o valha.
O Blitz avança que a maioria dos bilhetes foi vendido a espanhois e outros que tais, maravilhados com a possibilidade de comprar um bilhete para um concerto numa janela e noutra o voo low-cost. Os portugueses ficaram a chupar no dedo, exceptuando, claro está, os amigos da casa da musica. Como dizia um conterrâneo no Last.fm, aquilo devia chamar-se Casa dos Amigos, pois a quem lhes interessa, reservaram lugares.


Para a próxima ponham a mulher a tocar na Fnac, para umas 30 pessoas. Ao menos assim ninguém acha estranho que os bilhetes esgotem tão rápido..

segunda-feira, março 09, 2009

Who watches the Watchmen movie makers?

Dia de estreia, lá estive, mega-fã de Watchmen!
A conclusão não é a completa desilusão. Não desgostei, mas também não gosto do que já é um clichê dizer: "O livro é melhor".
De facto, é. Basta saber que mesmo com 2h41 de filme, o DVD ainda por sair tem mais 50 minutos de coisas que faltam contar. O fim está alterado, apesar de ser uma hipótese interessante.
Mas para mim, o problema está nos actores. Ninguém conhecido não é o problema porque até podiam haver umas pérolas. Falta densidade ao tema, falta sofrimento. Falta perceber que a humanidade está em si a acabar, não por causa de umas bombas aqui e acolá, mas porque somos medricas e fracos ao ponto de as criar e que entramos em auto destruição quando o medo sobe a certo nível.

Venha o DVD! Este eu compro!